Mas Parks não parou por aí. Ele continuou a investigar os dados brutos e notou que muitos dos funcionários que saíram eram do sexo feminino, com experiência prévia em produção e que viajavam bastante até o lugar de trabalho. Ele usou o Minitab para descobrir se o sexo, anos de experiência prévia na área de produção, ou distância percorrida diariamente estavam ou não correlacionados com a saída da empresa. Neste caso, a resposta que Parks queria avaliar (sair ou continuar na empresa) era binária e apenas tinha dois valores possíveis. Graças à poderosa análise de regressão logística binária do Minitab, Parks conseguiu criar modelos estatísticos para predizer quais variáveis poderiam ter tornado uma pessoa mais propensa a sair da empresa.
A análise revelou que a duração do deslocamento diário do funcionário era estatisticamente significativa. Os resultados de sua análise com o Minitab produziram uma equação de regressão, que Parks pôde usar para predizer a probabilidade dos funcionários deixarem o emprego, com base no número de quilômetros diariamente percorridos para chegar ao local de trabalho. Ele usou a equação para analisar distâncias de até 30 milhas (aprox. 48 km), e descobriu que a distância de deslocamento teve pouco impacto sobre a probabilidade de um empregado sair, quando se tratava de distâncias de até 12 milhas (aprox. 19km). A partir de 12 milhas, a probabilidade de um empregado sair aumentou para mais de 18 por cento. “E com uma distância de 13 milhas (aprox. 21km), que corresponde a uma viagem de 30 a 45 minutos, a probabilidade de sair disparou para mais de 92 por cento,” observa Parks. “Se o trajeto for superior a 13 milhas, podemos ter quase certeza que o funcionário vai deixar o emprego.”