Utilização da estatística para compreender onde as cicindelas gostam de viver

Esta é uma cicindela campestris: 

cicindela

Esses belos insetos predadores se distribuem por todo o mundo, mas estão ameaçados pelas mudanças em seus habitats. Cada espécie de cicindela tende a se especializar em um habitat específico, portanto alterações que parecem pequenas podem causar sérios problemas a elas.

Para formular estratégias eficazes de conservação, os cientistas precisam conhecer as preferências específicas de cada espécie.

Dra. Chandima Dangalle, uma docente sênior na University of Colombo, no Sri Lanka, concluiu recentemente o primeiro estudo em quase três décadas sobre as cicindelas no Sri Lanka, tentando compreender onde cada espécie vive e o motivo disso.

Dangalle capturou cicindelas em vários locais e registrou suas espécies e características físicas. Ela reuniu dados sobre as condições do habitat onde encontrou cada besouro usando vários dispositivos, como GPS e medidor de salinidade digital. 

Depois, ela usou uma técnica estatística chamada de análise de variância (ANOVA) para compreender melhor as relações dos insetos com seus habitats. A ANOVA informa a probabilidade em que uma diferença entre amostras reflete uma diferença entre as populações das quais as amostras são provenientes.

Por exemplo, suponha que você coletou 10 maçãs verdes e 10 vermelhas de um carrinho. Em média, suas maçãs vermelhas são menores que suas verdes. Isso significa que em média, as maçãs vermelhas no carrinho são menores, ou que você coletou maçãs vermelhas incomumente pequenas apenas ao acaso? A ANOVA informa essas chances.

Os resultados da ANOVA de Dangalle, executada com o Minitab Statistical Software, revelou que duas das espécies que ela coletou tinham preferências de habitat significativamente diferentes. (Dangalle encontrou também três espécimes de uma terceira espécie, mas essa amostra era muito pequena para uma análise confiável).   Hypaetha biramosa prefere áreas mais ensolaradas e mais salgadas, enquanto Lophyra (Lophyra) catena prefere áreas menos ensolaradas e nada salgadas.

gráfico de contorno da dissolução

Os gráficos do Minitab, como esses boxplots, facilitaram a visualização da variação nas preferências das espécies.

Dangalle queria entender porque biramosa prefere áreas mais ensolaradas e mais salgadas, enquanto Lophyra prefere áreas menos ensolaradas e menos salgadas. Como os besouros são predadores, ela supôs que as duas espécies devem escolher habitats diferentes porque procuram presas diferentes.

Para determinar se isso era provável, Dangalle levou em consideração se as duas espécies tinham tamanhos diferentes de mandíbulas ou peças bucais. O tamanho da mandíbula é um bom indicador do tamanho da presa. Mas a análise estatística não encontrou nenhuma diferença significativa no tamanho da mandíbula entre as duas espécies, levando Dangalle a concluir que era "altamente possível" que as escolhas de habitats diferentes não eram resultado de tamanhos de presas diferentes. Em vez disso, Dangalle escreve, seu estudo "indica fortemente que diferenças fisiológicas" levou as duas espécies a moradas diferentes. Os besouros não parecem escolher onde morar dependendo das suas preferências de presa; eles fazem isso dependendo do que eles mesmos preferem. Através da caça de insetos à moda antiga, medição de habitat de alta tecnologia e análise estatística assistida pelo Minitab, Dangalle nos forneceu uma melhor compreensão de alguns belos insetos, o que deve ajudar os conservacionistas a garantir sua preservação, mesmo em face das mudanças de habitat. 

Essa pesquisa foi publicada em um artigo no Volume 3, Edição 2 da The Journal of Tropical Forestry and Environment 

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